Teste rápido para diagnosticar DENGUE com alface transgência EM TESTE.

Imagem: univap.br

Essa nova técnica para diagnóstico está em teste e pode apontar em até 24h se pessoa está doente pelo vírus.

Cientistas da Universidade de Brasília e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estudam uma tecnologia que possibilita detectar em menos de 24 horas se uma pessoa está contaminada por dengue. E o melhor e o ponto chave: o estudo através de folhas de alface geneticamente modificadas.
De acordo com o coordenador do Programa de Prevenção e Controle da Dengue no DF, Ailton Domício, atualmente são necessárias cerca de 72 horas para diagnosticar a doença, e o processo para identificar o possível local de contágio demora cerca de uma semana.
O teste em desenvolvimento é feito a partir da manipulação genética de alfaces para fabricação de fragmentos do vírus causador da doença. O especialista da Embrapa em plantas transgênicas Francisco Aragão disse que a pesquisa vem sendo desenvolvida desde 2008.
A técnica consiste na inoculação de partículas do vírus na alface. Os cientistas obtêm um material que, combinado ao sangue, revela se a pessoa contraiu a doença. Futuramente, segundo o grupo, o método pode inspirar uma “vacina comestível”.
Após divisões celulares na planta, é possível extrair material da mesma e juntá-lo ao soro do sangue da pessoa a ser examinada. “Se o vírus estiver presente, a proteína [extraída da planta] vai capturá-lo e provocar uma reação colorimétrica.
O professor da Universidade de Brasília Tatsuya Nagata aponta outra vantagem no uso de alfaces para montar o primeiro kit nacional de diagnóstico da dengue: a dispensa de cobaia animal.
Os testes em curso são realizados por uma doutoranda orientada por Nagata no banco de sangue da Fundação Oswaldo Cruz. Segundo os cientistas, os resultados têm sido “positivos”.
Os pesquisadores estimam que serão necessários mais seis meses para considerar satisfatória a quantidade de soros sanguíneos examinados para validar a pesquisa. Depois, eles devem passar mais cinco anos tentando fazer com que a técnica também permita identificar com qual dos quatro sorotipos da doença a pessoa foi infectada.

Ainda não há data para liberação do teste para a população geral, pois isso é dependente de órgãos reguladores, porém, já estamos SUPER ansiosos aguardando os resultados dessa pesquisa e quem sabe nos proporcionar mais uma melhora para a área laboratorial.
Parabéns aos pesquisadores e orientadores do estudo.

Fonte: globo.com
Por: Rutiely Tomaz – Tielim

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