“Maldição dos 27”??? Médicos explicam a relação da idade com a morte pelo consumo de drogas.

Biomedicina Uniube está na luta contra as Drogas!

Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Kurt Cobain e, agora, Amy Winehouse. A chamada “maldição” que levou à morte ícones do rock e do pop aos 27 anos, cientificamente, não passa de uma triste coincidência, de acordo com especialistas.
Não é possível responder com precisão matemática sobre quanto tempo o corpo de uma pessoa resiste a uma rotina de abusos de drogas e álcool. Considera-se quantidade, tempo, organismo e diferentes interferentes. O que é possível afirmar, entretanto, é que quanto mais jovem uma pessoa começa a usá-los, mais cedo terá problemas .
“Possivelmente, (as celebridades que morreram aos 27 anos, como recentemente, Amy Winehouse) usaram quantidades maiores por longa data. Os efeitos variam de acordo com o tempo e a quantidade em que estão relacionados”, afirma Ivan Mario Braun, psiquiatra do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).
Braun lembra que drogas como cocaína e heroína (associada oficialmente às mortes de pelo menos Joplin e Cobain) têm risco maior de produzir overdose, diferentemente da maconha e do cigarro, por exemplo.
Ronaldo Laranjeira, professor de psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que o risco do usuário ter uma overdose aumenta muito quando se associa crack ou cocaína ao álcool (tipo um coquetel letal). “Cria-se uma terceira molécula muito mais tóxica para o músculo cardíaco e para o cérebro, podendo ocasionar uma arritmia cardíaca”, explica.
Foi justamente uma combinação fatal dessa que, em 2007, quase levou Amy Winehouse à morte. Segundo relatos, a cantora foi hospitalizada com uma overdose após misturar um coquetel que incluía heroína, escstasy, cocaína, quetamina (um anestésico de uso veterinário) e álcool.
Segundo a Polícia Metropolitana de Londres, ainda é cedo para se falar sobre as causas da morte de Amy, ainda mais que seus pais dizem que seria um choque se fosse comprovado overdose, pois Amy estava melhor em relação ao uso de drogas. Mas além da lista de drogas citadas acima, Amy também já foi flagrada consumindo crack. De acordo com um estudo coordenado por Laranjeira, por meio do Instituto Nacional de Políticas do Álcool e Drogas, quase um terço dos usuários de crack morrem nos primeiros cinco anos de uso da substância (é estatístico).
Ao longo de 12 anos, a pesquisa avaliou 131 pacientes dependentes, que foram internados entre os anos de 1992 e 1994. Vinte e cinco deles morreram antes dos 25 anos. Neste caso, a maior causa da morte não foi overdose, e sim, homicídio, já que grande parte dos usuários no Brasil estão envolvidos também no tráfico. “A mortalidade ocasionada por crack é pior do que a de heroína. A morte de usuários de heroína é de 1% ao ano”, avalia.
Para Laranjeira, Amy sofria de uma doença grave e “optou” por não tratá-la. “Efetivamente, ela nunca se expôs a um tratamento intensivo e estava se deteriorando mentalmente. Teria de ser internada mesmo involuntariamente, pois não estava mais em condições mentais de decidir.”
O psiquiatra reforça que quando a pessoa usa estes tipos de substâncias químicas, entra em um estado mental que não consegue parar, apesar das complicações. “No caso dela, o fato de ser uma celebridade rebelde tumultuou ainda mais a sua vida. A doença fazia parte de uma liberdade poética. Morreu de uma doença que nunca tratou.”
Os especialistas lembram ainda que geralmente as mulheres sofrem mais os efeitos e ficam dependentes mais rápido das drogas, se comparadas aos homens. No entanto, o ritmo de vida, como hábitos alimentares, também tem influencia nas consequências.
Doenças crônicas podem acelerar o processo de deterioração do organismo, como aconteceu com Kurt Cobain, vocalista da banda Nirvana, que suicidou com um tiro na cabeça em 1994 (que eu, particularmente, não acredito, porém, vou usar dos fatos aos quais chegaram), após consumir uma alta dose de heroína. Em entrevistas, o músico costumava dizer que viciou-se “conscientemente” em heroína pois a droga era a única capaz de aliviar as fortes dores no estômago que ele sentia desde criança.
“O uso de drogas vai produzir doenças. Se o usuário já as possui, piora. Há uma intoxicação e sobrecarga no organismo, além dos danos cerebrais. Sempre há sequelas e existe um preço a ser pago”, conclui Laranjeira.
Tragicamente, perdemos mais um ícone da música, voz poderosa mas vida conturbada. A idade com o que se foi Amy, serve de reflexão para as consequências do uso das drogas. E assim ficamos, com uma história de sucesso curta, acompanhando todos os problemas dela e vendo como a droga acaba com o ser humano. Que sirva ao menos de reflexão…

Por: Rutiely Tomaz – Tielim
Fonte: globo.com

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