Enfim a cura da AIDS…

Vitoriosamente e com muita honra, já podemos dizer que a AIDS tem cura. Mas não se pode evitar em hipótese alguma os métodos de prevenção, por ‘N’ motivos óbvios: gravidez, inúmeras outras IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis) e a dificuldade encontrada nesse estudo citado, com relação a “cura da AIDS”.

A AIDS é causada pelo vírus HIV, que foi detectado pela primeira vez em humanos na década de 1970 e até o início de 2010 não tinha cura. O vírus é extremamente frágil, simples e morre com poucos segundos fora do seu ambiente que é o hospedeiro. Só é transmissível com o contato com o sangue ou sêmen do hospedeiro, desde que este material entre em contato com a corrente sanguínea do novo infectado (ou seja, pelas mucosas do pênis, vagina, as chances de infecção são altíssimas).

Há relatos que o vírus veio dos macacos, mas são relatos mal explicados, por relação a práticas de sexo com animais ou mesmo consumo de carne desses animais infectados e até mesmo mordidas dos macacos infectados em humanos… Há também uma outra teoria (que para mim é mais aceitável) de que o vírus foi desenvolvido em laboratório por algum grupo extremista (desses que a gente encontra até hoje no nosso país, como, na minha opinião, o deputado Jair Bolsonaro mostrou-se ser) para eliminar a população de homossexuais do planeta acreditando-se que eles manteriam relações apenas com eles mesmos até todos estarem infectados e morrerem (quando não há estudo e tudo é embasado num preconceito, dá nisso, lei do retorno…). Inseriram o vírus num marinheiro homossexual, juntamente com dezenas de outros vírus desconhecidos na época e mandaram-o para os Estados Unidos, onde começou a epidemia. Ocorre que em algum momento um homossexual manteve relação com uma mulher (que nos dias atuais não é difícil, pois é como eu ouço dizer por aí, e sem ser extremista, “ninguém é de ninguém!”) que passou para um hétero e o HIV deixou de ser uma epidemia gay e hoje infecta a todos, sem olhar para orientação sexual, cor, raça, credo, e até mesmo idade (a última campanha para Aids no Brasil foi voltada para os idosos).

O vírus HIV age como qualquer outro vírus, sequestrando células sadias, reproduzindo-se e, ao matá-la, espalha-se, deixando livres milhares de mais vírus que farão todo o processo novamente. A diferença do Vírus HIV para os outros vírus é que ele atrai as células de defesa do organismo e é nelas que eles se reproduzem. Quando essa célula de defesa tenta fagocitar esse vírus (uma das funções dessas células)  ele a sequestra, se reproduz e a mata, espalhando outras centenas de cópias no organismo hospeiro, o que causa a debilidade da defesa do infectado (imunodeficiência).

Uma pequena parte da população mundial é imune ao vírus HIV, pois as células de defesa de seus organismos não se deixam sequestrar pelo HIV, matando o vírus como faria com qualquer outro vírus. Estima-se que o percentual de pessoas imune ao HIV chegue a 1% da população mundial ou menos.

O primeiro caso de cura da AIDS foi com o tratamento de leucemia do norte-americano Timothy Ray Brown, que tinha AIDS e desenvolveu a leucemia devido aos vários coquetéis que tomava para manter algumas células de defesa no organismo e levar uma vida relativamente normal. Ao saber que teria que fazer transplante de medula procurou um médico que sugeriu o transplante de medula de um doador que tenha imunidade ao HIV (mutação que torna o indivíduo imune à aids, onde suas células não possuem a proteína CCR-5, que permite que o HIV infecte as células de defesa do organismo). O transplante foi feito com sucesso total e o mais incrível aconteceu, Timothy estava curado da AIDS…

Então, por que não podemos comemorar totalmente a cura da AIDS?

É fácil a resposta… Transplantes de medula óssea são arriscados para o receptor, além de serem de difícil compatibilidade, ou seja, é difícil encontrar doadores compatíveis entre todos os doadores, dá para acompanhar a quantidade de pacientes com leucemia que morrem precisando por transplante e não conseguem uma medula compatível, por ser difícil mesmo e o banco a recorrer ainda tem muito pouco cadastro…  E no caso para a AIDS, é AINDA CEM VEZES MAIS DIFÍCIL encontrar um doador compatível entre a população e ainda imune ao HIV, ou seja, por mais que seja difícil, é ainda cem vezes mais fácil curar-se de leucemia do que de AIDS.

Acompanhe agora um vídeo de um trabalho sobre HIV que eu fiz como parte da matéria de Patologia Clínica do curso de Biomedicina pela UNIUBE, e preste muita atenção na mensagem que eu quero passar…

Por: Rutiely Tomaz – Tielim

(O vídeo foi criado por mim recorrendo a entrevistas e depoimentos publicados no youtube, para conclusão de um trabalho sobre HIV em Patologia Clínica, professor Marcelo Sivieri).

Uma resposta

  1. Olá, blogueiro!
    Participe da campanha contra o preconceito!
    Você pode divulgar informação com apenas um clique. Para acabar a discriminação contra pessoas que possuem o vírus HIV, basta que você faça parte dessa luta! Divulgue o vídeo: http://migre.me/48REC. Somos iguais!
    Para mais informações: comunicacao@saude.gov.br http://www.todoscontraopreconceito.com.br , http://www.aids.gov.br ou http://www.formspring.me/minsaude
    Siga-nos no Twitter: http://twitter.com/minsaude
    Atenciosamente,
    Ministério da Saúde.

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