Conjuntivite Viral: Epidemia

Nesta época do ano, é muito comum o aparecimento de conjuntivites. Em São Paulo por exemplo ja foi detectado milhares de casos neste mês.  Conjuntivite viral é a inflamação produzida, na conjuntiva, por um virus.
A conjuntiva é uma membrana fina e normalmente transparente, que forra a parte branca da superfície anterior do olho (esclera) e também a face interna das pálpebras.
Quando inflamada, toma a cor vermelha e é um dos quadros clínicos conhecidos como “olho vermelho”. Para confirmar o diagnóstico, temos que excluir outros, como ceratite, esclerite, uveite, glaucoma, corpo estranho etc.
O virus é um agente infeccioso de tamanho mínimo, que parasita células do organismo, se multiplicando no interior destas, destruindo-as e causando doença.

O causador desta conjuntivite pode ser um de cerca de 12 tipos de virus.

Os mais frequentes são o adenovirus e enterovirus, Este último, aliás, foi identificado em S. Paulo, no Instituto Adolfo Lutz, como o responsável pela epidemia deste ano.

Manifestações
O sofrimento começa com ligeira coceira no(s) olho(s).

Em pouco tempo, ou de um dia para o outro, o olho apresenta:
– vermelhidão difusa; alguns casos, até hemorragia
– lacrimejamento
– secreção mais espessa, tipo lágrima “grossa”
– pálpebras inchadas, com redução da abertura da fenda.

O cliente sente:
– coceira
– ardência
– sensação de areia ou de corpo estranho
– irritação
– fotofobia
– picadas
– algum embaçamento da visão.

Evolução
O período de incubação é de 4 a 7 dias.
Geralmente começa por um dos olhos e, com 3-4 dias, passa para o outro também.
A fase aguda dura de mais 7 a 10 dias (maior risco de passar para outras pessoas).
A vermelhidão pode ficar até 2 a 3 semanas (principalmente se houve hemorragia conjuntival)

O que fazer?
Em face de uma conjuntivite viral, o que fazer antes, durante e depois do ataque?

ANTES (tentando escapar do contágio):
– Evitar ambientes fechados e com muita gente: conduções lotadas, auditórios, escolas, certos ambientes de trabalho. O ar condicionado ajuda a disseminar a doença.
– Não ir a sauna, praia e piscina, neste período de epidemia.
– Retrair-se, nas habituais manifestações de sociabilidade, restringindo apertos de mão. abraços e beijos na face.
– Não tocar objetos pegados antes por portador da doença, como maçanetas, alças, bolsas, pacotes, teclados, caneta/lapis, copo, talheres etc. Se o fizer, lavar logo as mãos e não passá-las no próprio rosto, por algum tempo.
– Estes objetos também devem ser limpos, de preferência com álcool, se for possível.
– Lavar o rosto e as mãos com maior freqüência que o comum.

DURANTE (deu azar e pegou a conjuntivite):
– Seja solidário e evite propagar a doença, poupando outros de seu contato.

– Se tem horror à luz forte, usar óculos escuros.

– Não coçar os olhos com os dedos. Se sentir necessidade de fazê-lo, usar gazes esterilizadas ou lenços de papel e descartá-los imediatamente. Passar com delicadeza. Esfregar fortemente agrava a doença. Lavar as mãos, logo em seguida.
– Prefirir toalhas de papel. Se tiver que usar de pano, separar as suas. Não as compartilhar com ninguém.

– Separar seu travesseiro e trocar a fronha diáriamente.

– Casais, preferir dormir separados, neste período

– Não compartilhar lentes de contato, óculos e maquilagem (se costuma usá-la).

– Separar seu sabonete (sólido ou líquido) e fazer uso exclusivo.

– Lavar o rosto com água da torneira, até pode; mas, nos olhos e em torno deles, preferir água fervida. Se as pálpebras amanhecerem coladas, deixar compressas de gaze húmida morna, sobre os olhos fechados, por 3-5 minutos, para amolecer a secreção e facilitar sua limpeza.

– Guardar uma parte da água fervida, na geladeira e fazer compressas geladas, com gaze esterilizada, sobre os olhos fechados, durante 5 minutos, 5 a 6 vezes ao dia. O frio diminue o desconforto, o edema e o prurido.

– Nos intervalos das compressas, se sentir falta, pode pingar, ou mesmo banhar os olhos, com soro fisiológico gelado.

– Habitualmente não há dor constante (mais para “picadas”). Se acontecer dor mesmo, não deixe de consultar um(a) oftalmologista. Podem melhorar com Paracetamol e até alguns antinflamatórios não-hormonais.

– Secreção amarelada e espessa, pode ser um indicador de contaminação bacteriana e um(a) oculista deve ser consultado(a) para receitar algum colírio com antibiótico.

– Os de casos mais brandos se sentem melhor usando colírio de lágrima artificial, várias vezes ao dia.

– Colírios mistos, com cortisona, devem ser evitados e só usados sob prescrição médica.

– Se aparecer uma falsa membrana, arranhando mais, deve ser retirada, quantas vezes surgir, pelo(a) oculista.

DEPOIS (avaliando os estragos)
– Mesmo tendo desaparecidos os sinais e sintomas, um(a) oculista deve ser visitado(a), principalmente se foi usado colírio com corticoide. Procurar saber se a pressão intraocular está normal ou subiu um pouco. Costuma reverter espontaneamente, mas outros casos podem precisar de tratamento.

– Procurar saber como está a córnea. Alguns ficam com um certo infiltrado puntiforme (pontinhos esbranquiçados, na espessura dela), que embaça a visão. Pode ser tratado.

– Procurar ver se ficaram aderências cicatriciais, (muito raras) ligando o globo ocular às pálpebras, ao nível dos fundos-de-saco.. Principalmente, se houve pseudo-membrana na fase aguda e, mais ainda, se não foram logo retiradas. Estas aderências, nos caso mais graves, limitam os movimentos dos olhos e podem necessitar de tratamento.

Fonte

Por: Carol Estevam

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