Lei municipal proíbe uso de jalecos fora do ambiente profissional.

Belo Horizonte saiu na frente e sancionou a lei que proíbe profissionais da saúde a circular com equipamentos de proteção individual fora do ambiente de trabalho. No entanto, a norma, antes mesmo de entrar em vigor, já recebeu críticas severas. Há quem diga que ela serve apenas como puxão de orelha, já que o prefeito vetou as medidas punitivas para quem desrespeitasse a regra, como multas e advertências. A falha, segundo até mesmo quem tem o mau costume, é a brecha para que o mau hábito prevaleça pelas ruas de Belo Horizonte.

Apesar dos inúmeros flagrantes de médicos e enfermeiros usando jalecos em lugares públicos e dos alertas de especialistas sobre o risco que resultam desse hábito, como a perigosa infecção hospitalar, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), confia mais no bom senso e na consciência desses trabalhadores do que a própria categoria.

Para o professor do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marco Antônio Lemos Miguel, o risco de contaminação pelo mau hábito existe. Um estudo feito por ele revelou que alguns tipos de bactérias conservam-se por dias e até dois meses na peça de roupa e pelos menos 90% delas resistem no tecido durante 12 horas.

O Jornal da Band de 23 de março, publicou a matéria em seu site, quem quiser pode dar uma olhada no video .

No consultório, o jaleco serve para proteger o profissional e o paciente. Em via pública, pode virar um condutor de microorganismos.Infectologistas explicam que o tecido carrega bactérias, fungos e vírus. Mas também alertam que não adianta a preocupação com a roupa se médico e paciente não lavarem as mãos com álcool e sabão.
Apesar da preocupação, não existem casos comprovados de infecção causada ou transmitida pelo mau uso de jalecos.

Os alunos do 3º período de Biomedicina da Faculdade Pio XII do ES, lançaram ainda no ano de 2007, uma campanha educativa, e inusitada, por toda a Faculdade. Trata-se de uma conscientização a respeito do uso do jaleco. “Na aula de Biossegurança, os alunos chegaram à conclusão de que o uso indevido do jaleco é uma situação de risco”, explica a professora Ana Kelly Lugon. Por isso, os alunos fizeram várias faixas e cartazes com dizeres do tipo “jaleco não deve ser utilizado na cantina” e “jaleco apenas em laboratório”, e espalharam por toda a instalação da PIO XII, com uma abordagem bem humorada. Segundo os alunos envolvidos, a campanha é para educar os próprios alunos e reeducar educadores de Biomedicina, e até mesmo para que o restante da comunidade acadêmica saiba que o jaleco utilizado em laboratório pode estar contaminado e não deve ser utilizado no pátio ou no ônibus. “O jaleco é um Equipamento de Proteção Individual (EPI) e seu uso deve ser próprio, em ambientes onde é necessário. Em muitas ocasiões precisamos nos identificar, mas, então, que o jaleco não seja o mesmo que entrou em contato com amostras biológicas e químicas”, explica o aluno Alessandro Inacio Rocha.

Fontes: PIO XII, BAND

Por: Carol Estevam

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