Novidade: Vacina contra o HPV!

As mulheres entre 26 e 40 anos podem ganhar um importante aliado no combate ao HPV, um vírus transmitido pelo contato sexual, líder em infecção e principal responsável pelo câncer de colo de útero.

Acredita-se que cerca de 50% da po­pu­la­ção se­xual­men­te ativa em algum mo­men­to da vida cruza com o HPV. Estima-se que: 30 mi­lhões de pes­soas, em todo o mundo, te­nham le­sões de ver­ru­ga ge­ni­tal/con­di­lo­ma acu­mi­na­do; 10 mi­lhões de pes­soas apre­sen­tem le­sões intra-epiteliais de alto grau em colo ute­ri­no e que ocor­rem no mundo 500 mil casos de cân­cer de colo ute­ri­no anualmente.

No Bra­sil, o Ins­ti­tu­to Na­cio­nal do Cân­cer (INCA), in­for­ma a ocor­rên­cia de 18.000 casos novos a cada ano de cân­cer de colo uterino. E que, cerca de 4.000 mu­lhe­res mor­rem a cada ano ví­ti­mas de cân­cer de colo de útero.

Sabe-se que 11% de todos os casos de cân­ce­res que aco­me­tem as mu­lhe­res são cau­sa­dos por HPV. Pois, além de le­sões em colo ute­ri­no (os prin­ci­pais) os cân­ce­res por HPV podem ser em vulva, va­gi­na, ânus, oro­fa­rin­ge, ca­vi­da­de bucal e laringe.

Cabe, ainda, dizer que em­bo­ra não seja nem se trans­for­me em doen­ça ma­lig­na os con­di­lo­mas acu­mi­na­dos cau­sam, por vezes, altos cus­tos para tra­ta­men­to, falta ao tra­ba­lho (ab­sen­teís­mo), se­qüe­las lo­cais (por conta de ci­rur­gias, cau­te­ri­za­ções) e im­por­tan­tes trau­mas emo­cio­nais, entre outros. Isso tudo é agra­va­do por­que em mui­tos casos a re­ci­di­va é gran­de fa­zen­do com que a pes­soa com qua­dro de ver­ru­ga ge­ni­tal tem que fazer mais de dez vi­si­tas ao médico.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estuda liberar a aplicação da vacina contra a doença para este grupo etário. Por enquanto, o único público que tem autorização sanitária no País para receber a imunização é o de jovens do sexo feminino, de 9 a 25 anos. As doses –são três, no total, para garantir a eficácia – só são oferecidas na rede privada de saúde, por preços salgados: as três doses ultrapassam mil reais

Isso porque as vacinas existentes só protegem contra quatro dos mais de 100 tipos de vírus HPV. Ainda que os contemplados pela imunização sejam os mais comuns, não há um estudo sobre qual deles é o que mais circula no Brasil. Outra limitação apontada pelas autoridades brasileiras é o custo das doses.

Até o mo­men­to sabe-se que a pro­te­ção, após es­que­ma va­ci­nal com­ple­to (três doses) tem du­ra­do mais de cinco anos. Exis­te es­tu­do sendo con­du­zi­do no sen­ti­do de se fazer uma quar­ta dose de reforço. En­tre­tan­to, será ne­ces­sá­rio es­pe­rar mais tempo para uma res­pos­ta definitiva. 

 

Por: Carol Estevam

 

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